Um video do portifólio que ainda não tinha aparecido por aqui.
Nunca me dei muito bem com o assunto religião. Acho que o fato de ter crescido em uma das mais confusas doutrinas de todas (a tradição cristã ocidental) pode ser uma das causas disso. “Como assim você não acredita em Deus?” é uma pergunta freqüente. Uma boa resposta seria “De qual deus você tá falando? Buda? Poisedon? Shiva? Alá? Jeová? Brahma (que deve ser um deus muito legal)?” “Deus, Deus. O único Deus que existe.” Único segundo a tradição cristã ocidental. Mas essa mesma tradição nos fala que os Deuses são 3. O Pai, o Filho e o Espírito Santo. Aí já começa a confundir tudo.
Talvez a coisa funcione assim: “Pai”, “Filho”, “Espírito Santo”; pela união dos seus poderes, eu sou o Capitão Planeta!
Talvez não.
A parte do Pai e do Filho dá pra entender. O filho seria Cristo, que dá nome há religião (cristianismo). Já que há um filho. Tem que haver um pai. Mas qual que é a do Espírito Santo? Ele é aquela pombinha carregando um raminho no bico. Ou esse seria a paz? Me confundo com isso também.
Um dos primeiros posts que escrevi nesse blog foi o “Qual que é a do Hidrogênio?”. O Hidrogênio não é um metal, não é um não-metal e também não é um semi-metal. Mas sabemos que ele existe. Ele é um elemento químico que existe em vários lugares, inclusive no núcleo das estrelas.
Uma estrela possui sempre muita massa, sua gravidade a comprime, criando enormes pressões (e consequentemente muito calor) no seu interior, o que produz a fusão nuclear, unindo os núcleos de átomos mais leves para formar átomos mais pesados, esse processo ocorre principalmente na fusão do Hidrogênio para gerar Hélio. Tanto mais massa a estrela possui, mais capacidade ela tem de gerar átomos mais pesados pela fusão nuclear.
Muitas pessoas acreditam que assim surgiram os principais elementos do universo.
Com o Espírito Santo também acontece mais ou menos assim. Não é o Pai, não é o Filho, e muitas pessoas acreditam que ele criou a maioria dos elementos do universo.
Não sei se esses elementos criados pelo Espírito Santo foram espalhados pelo universo através de explosões gigantesacas ou por poderes sobrenaturais. Mas acho que, caso ele realmente exista, o Espírito Santo só pode ser feito de Hidrogênio.
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Neste domingo, meu amigo Luciano (Xuxa) falou comigo de um curta no youtube que conta a história da música Maxwell’s Silver Hammer, dos beatles. Achei a idéia divertida e resolvi postar o curta aqui.
A música, escrita por Paul McCartney, conta a história de um jovem com tendências homicidas. É uma das minhas canções preferidas dos beatles. Daquele tipo de música que ou você gosta ou você odeia. Conforme entrevistas posteriores, John Lennon declarou que a odiava.
FICHA TÉCNICA:
Paul McCartney vocal principal, vocalização, overdubb de guitarra e piano. John Lennon não estava presente. George Harrison vocalização, baixo, guitarra e sintetizador Moog. Ringo Starr vocalização, bateria e bigorna (o som do “martelo prata de Maxwell”). George Martin participa tocando órgão Hammond.
Aí vai a música em uma animação divertidíssima:
Maxwell’s Silver Hammer
Joan was quizzical, studied pataphysical
Science in the home
Late nights all alone with her a test tube
Oh, oh, oh, oh
Maxwell Edison, majoring in medicine
Calls her on the phone
“Can I take you out to the pictures Jo-o-o-oan?”
But as she’s getting ready to go
A knock comes on the door
Bang! Bang! Maxwell’s silver hammer
came down upon her head
Clang! Clang! Maxwell’s silver hammer
made sure that she was dead
Back in school again Maxwell plays the fool again
Teacher gets annoyed
Wishing to avoid and unpleasant scene-e-e-ene
She tells Max to stay when the class has gone away
So he waits behind
Writing fifty times “I must not be so-o-o-o
But when she turns her back on the boy
He creeps up from behind
Bang! Bang! Maxwell’s silver hammer
came down upon her head
Clang! Clang! Maxwell’s silver hammer
made sure that she was dead
P.C. thirty one said “we’ve caught a dirty one”
Maxwell stands alone
Painting testimonial pictures, oh, oh, oh, oh
Rose and Valerie screaming from the gallery
Say he must go free
The judge does not agree, and he tells them so-o-o-o
But, as the words are leaving his lips
A noise comes form behind
Bang! Bang! Maxwell’s silver hammer
came down upon her head
Clang! Clang! Maxwell’s silver hammer
made sure that he was dead
Silver hammer man
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Marcella the Post Modern é um projeto experimental inspirado na musica instrumental e na dança contemporânea. Tem como proposta de trabalho a improvisação. A intenção não é buscar um enquadramento, mas sim a liberdade de criação momentânea, espontânea. Marcella é uma criança que age pelo instinto do prazer , não busca explicar o mundo e sim senti-lo.
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Um dos meus passatempos preferidos é conhecer bandas novas, e vem desse passatempo um dos meus programas preferidos de balada. Ir em shows de bandas independentes. Em um desses shows, há dois anos atrás, conheci uma banda que hoje, com certeza, está entre minhas 3 preferidas. O Graveola e o Lixo Polifônico. É uma banda de Belo Horizonte, com um som experimental, que tem fortes flertes com a Musica Latina, o POP e a MPB. Apesar das suas músicas serem bem diferentes uma da outra, é possível ver uma forte coerência estética entre elas. Vale a pena conferir um show, mesmo sem conhecê-las previamente.
Deixa de bobeira, menina,
Nosso tempo acabou,
não fique aí pensando baboseira,
que aqui a vida é bem maior
Leve meu sorriso na memória,
deixe a saudade pra depois,
e ao reiventar a nossa história,
finja que amanhã eu vou chegar
Seja criativa, aproveite,
experimente um novo amor,
saia de si mesma,
reconheça o seu valor
versos e desejo desvelados,
outros devaneios descuidados,
tantas aventuras em silêncio
acontecerão, você vai ver
versos e desejos revelados,
coisas do presente num passado,
e ao reiventar o nosso acaso,
finja que viver é bem melhor
Publicado em Música da semana que tô com saco para escrever | Etiquetado Desencontro, Graveola, Graveola e o Lixo Polifônico, Música Independente | 4 Comentários »
Dia dos pais normalmente é igual. Eu acordo em 7 lagoas. Meu irmão me pergunta que horas nós vamos para a casa do meu pai, eu respondo que não sei e quem acaba decidindo é minha irmã.
Ontem, estavamos sentados na mesa com o velho, falando sobre os jogos de Cruzeiro, Atlético e América, na cidade. Lembrei da minha infâcia. Meu pai tinha um fiat verde. No vidro, um adesivo do Bela Vista. Time que fazia contra o democrata o que era chamado na década de 50 de clássico do sertão.
Perguntei ao meu pai, você é belavistano né? Ele saiu da sala, foi ao quarto, e voltou com uma carteirinha de 1966, do Bela Vista Futebol Clube. Na foto, meu pai com 13 anos de idade. Ele me contou uma história do meu avô, que, em um ano em que o Bela Vista tinha sido rebaixado para a segunda divisão, foi ao José Duarte de Paiva (antigo campo do democrata) durante um treino. Alguém o viu lá e provocou: “Ué Chiquito? Mudou de time?” Já fazem 50 anos que meu avô nunca mais pisou naquela rua. Jurou ódio eterno ao democrata (que, de certa forma, eu herdei dele sem saber).
Sempre gosto de ouvir essas histórias de futebol. E sempre paro pra pensar como que o esporte tem se tornado chato. Esse mês mais um passo foi dado em direção à chatura total. Disfarçadas dentro de uma lei que criminaliza a violência nos estadios estão várias medidas absurdas. Uma delas é a proibição de se falar palavrão no estádio. Pena mínima? 3 anos sem poder ver o time jogar.
Antes disso foi a lei que proíbe o consumo de álcool nos estádios. Me lembro como se fosse um passado distante, o quanto eu gostava de ir ao independência ver o América jogar tomando uma cerveja com os amigos. Lembro também quando a lei entrou em vigor em BH. Para coibir a violência em jogos do Cruzeiro e do Atlético, foi probido a venda de cerveja no mineirão. Ao entrevistar o autor da medida, um jornalista da rádio atletiaia (itatiaia) indagou o motivo da cerveja continuar sendo vendida no Independência. Por que não temos as ocorrências de violência nos jogos do América, foi a resposta. “Mas a lei é uma só, e deve ser igual para todos”. Pronto. Acabou a diversão.
Não estou aqui defendendo a violência. Mas criminalizar a violência no esporte é algo esquisito. Violência tinha que ser crime independente de estar vinculada ou não ao esporte. A violência no futebol em BH está muito mais ligada a gangues que atendem por nome de Máfia Azul e Galoucura, que se drogam, depredam onibus e agridem cidadãos do que a alguma discussão que pode ser gerada por consumo de álcool no campo. Essas discussões normalmente são facilmente resolvidas pela turma do deixa disso.
Uma das coisas que separam o futebol de hoje do futebol do meu avô é que ele não é mais feito para torcedores, e sim para telespectadores. E consequencia disso é a massificação de alguns clubes e o quase fim da característica mais legal do futebol. O fato de que ele pode ser jogado em qualquer lugar. De você poder ir ver o seu time jogando no seu bairro.
A primeira fase disto formou, por exemplo, no nordeste, uma legião de torcedores que ao invés de torcerem pro Asa ou pro CRB, torcem para o Corínthians ou para o Vasco. No interior de Minas mesmo, tem muita gente que torce para o Flamengo ou para o São Paulo.
Agora, vejo freqüentemente na tv, durante jogos de campeonatos Europeus, garotos brasileiros mandando perguntas aos comentaristas, se dizendo torcedores do Barcelona ou do Real Madrid. Um garoto, por exemplo, nasce em Uberaba , se diz fã de futebol, mas nunca foi ao lado da sua casa ver um jogo do Nacional. Prefere ficar em casa vendo o jogo do Chelsea.
A seleção Brasileira mesmo, se tornou uma espécie de Harlem Globetrotters do futebol. Disputaram apenas um amistoso no próprio país nos últimos anos. Nesse meio tempo, eles montaram seu show em Oslo, Kuwait, Estocolmo, Londres (cinco vezes), Basel, Gotemburgo, Dortmund, Montpellier, Chicago, Boston, Dublin, Seattle e Boston.
Acho que nem deve fazer falta, a TV mostra tudo com super camera lenta.
Felizmente ainda há alguns casos de resistência. Ano passado fiquei conhecendo uma rivalidade muito bacana, na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul. O Brasil vs Pelotas fazem um clássico que sobrevive muito bem à polarização do futebol gaúcho entre Gremio e Inter. O clássico movimenta a cidade e mostra um espírito que o futebol nunca deveria ter perdido.
Neste contexto, um clube famoso, que não possui nenhum título de primeira divisão e amarga o terceiro escalão do futebol paulista ganha cada vez mais importância. O Clube Atlético Juventus, orgulho do bairro da Mooca, ícone da zona leste paulistana, virou uma espécie de museu.
Tenho muita vontade de ir a um jogo do Juventus, na rua Javari. O time hoje é símbolo da resistência ao futebol moderno. A principal causa da torcida é protestar contra a mercantilização do futebol, um processo que, coincidentemente ou não, conduziu ao risco de extinção instituições tradicionais como o Juventus (e o Bela Vista). O futebol de hoje virou comércio, jogador é mercadoria. Kakás, Ronaldos e Robinhos são transformados em deuses. Isso acaba com o futebol, que é coletivo. Mata o espírito esportivo. Hoje os jogadores são maiores que o Clube.
Vem da Mooca um exemplo de bom humor que o futebol nunca deveria ter perdido. A cada tiro de meta do goleiro rival, um coro começa desde a expectativa de corrida para o chute, e sempre termina com gargalhadas: “Ôôôôôôô, filho da puta!”. Tradição local que vai dar 3 anos de punição a quem praticá-la daqui a alguns dias.
PS: Link sobre a excursão do Bela Vista à Europa, na Década de 50
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Inaugurando a nova (e sincera) fase da sessão música da semana, nada melhor do que os Rolling Stones. Com Mick Jagger tão em voga nessa copa de 2010, despertando tanto ódio em tanta gente, vale a pena lembrar das coisas boas que ele já fez e deixou aí para nosso deleite.
A música Let it bleed foi lançada no albúm de mesmo nome, em 1969. O disco é muitas vezes pensado como sendo uma paródia de Let it Be dos Beatles. O fato é que o disco dos bealtes só foi lançado no ano seguinte, 1970. Na verdade, as sessões de gravação do álbum dos Beatles já haviam ocorrido em janeiro de 1969, antes da maioria das sessões de Let It Bleed, mas o nome previsto para o álbum era Get Back.
São várias as teorias a respeito de se o título foi tirando sarro dos Beatles e sua incapacidade em concluir seu próprio álbum, ou era uma expressão de solidariedade com um processo de gravação longo, ou se na verdade o The Beatles é que teria se inspirado no título do álbum dos Stones.
O fato é que Let it bleed, quando foi lançado, alcançou 1º lugar no Reino Unido (batendo o Abbey Road dos Beatles) e 3º no Top Pop Álbuns da Billboard, nos EUA, onde foi platina duplo. Em 2003, foi listado como # 32 na lista dos 500 Maiores Álbuns de Todos os Tempos, da revista Rolling Stone.
Publicado em Música da semana que tô com saco para escrever | Etiquetado let it bleed, rolling stones | 1 Comentário »
É engraçado pensar em o que faz a gente criar um blog. Nunca pensei em muita gente lendo isso aqui. Me assusto quando vejo que até o momento o blog teve 4,971 acessos. Ainda mais por que os meus acessos não são computados. Sei que isso nem é muito no universo de blogs de sucesso. Mas como o meu está longe de ser um desses, fico impressionado.
Não escrevo o blog pros outros lerem. Fiquei pensando. Talvez seja algo mais ligado àquele sentimento de preservação da espécie. Um dia vou morrer. Pelo menos as minhas idéias vão ficar registradas aqui. Vai que alguém num futuro distante as encontre, né. Seria quase uma imortalidade.
Quando criei o menor blog do mundo , pensei nele como uma forma de me forçar a escrever mais, por que sou da teoria de que, quando se escreve muito, uma hora, no meio de tanta coisa ruim, aparece uma coisa boa.
Mas isso não explica a vontade que tenho de manter o blog atualizado, mesmo morrendo de preguiça de atualizá-lo.
Não é pra satisfazer leitores, por que não acredito que muita gente venha aqui sempre. A coisa de deixar algo escrito pro futuro, no fundo, não importaria se essa coisa foi escrita de semana a semana ou a cada dois meses. E a idéia de me forçar a escrever também não vale aqui, por que no intuito de manter o blog atualizado, criei uma seção em que não escrevia nada, apenas copiava e colava coisas que achava interessante da internet. Essa seção acabou assim que descobri o RT no twitter.
Uma outra seção que criei com essa vontade inexplicável de manter o blog atualizado foi a musica da semana. Como todas as outras tentativas de manter uma periodicidade no conteúdo do blog, essa falhou. Mas, como achei divertida a coisa de escrever sobre músicas, vou manter a sessão no blog. Só que agora ela mudou de nome: “Música da semana que tô com saco para escrever.”
Fico mais feliz com a sinceridade do nome.
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