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Portifólio

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Registrei um domínio na net para por meu portifólio.
Está na rede já:
www.franciscampelo.com.br

Ontem estava vendo umas imagens que fiz com o celular, da viagem que fiz nas férias. Sete Lagoas/Buenos Aires de carro. Revendo os videozinhos me deu uma saudade. Uma vontade de viajar mais. Aí juntei os vídeos. Fiz uma ediçãozinha e tals. Não é nada de especial. Na verdade é um vídeo bem pessoal. Faz sentido pra quem participou apenas. Mas tá aqui no blog. Só para constar.
Nada demais.

Série B

bandeira

Domingo foi realmente um dia para ser lembrado.

Sábado eu tinha ido, com meu amigo Totonho que passou o fim de semana aqui em BH, ao show do Móveis Colonias de Acajú, Canastra e Transmissor. Apesar do cansaço pós-show, acordamos cedo, comemos no shopping, e fomos pra praça 7 encontrar outros torcedores do América. Concentração para a caminhada até o Independência, onde o América jogaria a seu retorno à série B contra o Brasil de Pelotas.

De cara, ficamos impressionados com a quantidade de torcedores do Brasil, que estavam presente na região. Três onibus saíram de pelotas (quase Uruguai) pra ver o time deles aqui.

Depois de muita bagunça na praça 7, com direito a bombas que fizeram o pirulito e os vidros dos prédios tremerem, saímos em caminhada até o independencia… gritando, cantando o hino, e soltando bombas (Aquelas bombas de festa junina, só que do tamanho de uma vela). Destaque da caminhada foi quando passamos pelo Hospital São camilo… todo mundo sussurrando baixinho: “Coeeeelhooo, coeeeelhooo, coelhooo”. Logo depois do hospital , soltando o grito: “Ô, o hospital passou, o hospital passou, o hospital passou, ô…”

Cheguei ao campo já morto de cansaço. Na verdade, uma mistura de cansaço, nervosismo, e falta de água. Nessa horas a gente nunca lembra de beber água.

Rua Pitangui tava lotada, colorida de verde e preta. Também de vermelho, por conta dos torcedores do Brasil que estavam presentes e confraternizavam conosco.

rua pitangui

Bonito demais ver o indepa lotado, de verde preto e branco… desde os tempos de série B que eu não via o campo assim. Tava lindo mesmo.

Pela falta de água, de ar, excesso de sol, cansaço acumulado e pelo tanto que gritei, minha cabeça doeu muito durante quase toda a partida, mas isso não atrapalhou a emoção do momento.

É o coelhão voltando pra B. Depois de amargar um bom tempo no inferno. Agora é fazer um trabalho bem feito para que em 2012, ano do centenário do clube, estejamos disputando a série A, de onde nunca devíamos ter saído.

PS:

Versão oficial dos fatos uai/estado de minas

PS2:

orkut xavante

print da comunidade do Brasil de Pelotas no orkut

You pop you rock

Semana passada, a Aninha, monitora do Laboratório de Vídeo, me mandou o link do youpopyourock. É um concurso em que fãs fazem clipes para alguns artistas e concorrem a prêmios. Quando eu vi o site fiquei com preguiça, já que não gosto de nenhuma das bandas que tinha lá. Mas, como sempre, essas coisas me estimulam a produzir algo.

Tive uma idéia para um clipe do Capital Inicial. Na verdade, mais do que uma idéia para um clipe. Eu tinha vontade de fazer algo com estilo diferente das coisas que faço. Usei o clipe como desculpa pra tentar algo que nunca tinha feito. Vídeo sem cortes, tempo morto, essas coisas.Mais baseado na idéia do que na forma.

Fiz sem nenhuma preocupação com o concurso, pois o “clipe” não segue muito o padrão de videoclipes pops nacionais (Se é que é possível se definir um padrão para videoclipe).

Tá aí.

Minuto Móvel

minuto

Meus vídeos “Cidadeando” e “Portrait” foram selecionados para participar do projeto “Minuto Móvel”. Um caminhão do Festival do Minuto percorre cidades exibindo – em praças, praias, bares, universidades e escolas – uma seleção de filmes premiados.

O caminhão passará por cidades do interior de São Paulo. Confira a lista.

nano cópia

Meu vídeo “portrait” recebeu mensão honrosa no festival do minuto, categoria nano minuto (videos de até 10 segundos).

veja a lista

Neste semestre, um dos videos que a gente produziu com os alunos de RP (disciplina vídeo intitucional) foi o Institucional do curso em que trabalho.

Tá aí o vídeo. Pra quem tiver curiosidade, ou quiser estudar lá.

Hoje era dia de eu trabalhar nos turnos tarde e noite. Porém, uma monitora pediu pra que eu chegasse mais cedo, pra poder comer um bolo lá. Uma despedida do semestre. Cheguei na PUC. Estava conversando com as meninas do laboratório de foto, quando o telefone toca. Era a Paula, monitora do turno da tarde, contando que a tia dela tinha escutado no rádio que havia um caso de gripe suína na PUC São Gabriel. No setor de informática. Que a vigilância de saúde estava lá, etc.

A gente achou a notícia engraçada. Era um dia bem normal na PUC. Só a Paula mesmo pra ligar desesperada com uma notícia dessas.

De repente, começamos a ver pessoas andando com máscaras no rosto. Uma caminhonete da vigilância de saúde para no prédio ao lado do nosso. Porém, ninguem sabia dar informação nenhuma sobre o que estava acontecendo.

Vontade que dava era de ir embora correndo, mas nessas horas a gente acaba fazendo o que mandam a gente fazer. E como não nos mandaram fazer nada, ficamos quietos.

Passaram vários filmes pela nossa cabeça. Na verdade, vários não. Passava só um: Ensaio sobre a cegueira (Blindness). Nos imaginamos de quarentena. Isolados do mundo, recebendo comida lançada por helicópteros.

Depois de uma tarde inteira trancados nos laboratórios especulando, e de um a noite fazendo um curso de tratamento de imagem, nos pareceu que a coisa era bem menos dramática do que nossa mente imaginou. Eles isolaram o prédio L. E as pessoas que frequentavam aquele bloco estão de licença. Mas o resto do campus funciona normalmente.

Entrada do Bloco L

Entrada do Bloco L

Isso aliviou um pouco a tensão.

Agora, só me preocupa saber se o isolamento somente do Bloco L é o suficiente. Se esta pessoa contaminada não frequentou outros lugares do campus. Por que já to começando a sentir minha garganta doendo.

Matéria no globo.com

monteiro

O motorista do onibus que volto do trabalho na segunda e terça a noite é daquele tipo que parece não ter amor à vida.  Entra em todas as curvas em alta velocidade, passa no sinal vermelho e, as vezes, chega a deixar alguns passageiros pra trás.Normalmente eu acho isso bom, por que chego rápido em casa.

Hoje (ontem) esse motorista foi subistituído e eu, mal-acostumado que estava, achei o maior tédio meu caminho de volta.

Em certo momento da viagem, me lembrei de um piloto português de Fórmula 1. Tiago Vagaroso Monteiro. Só mesmo portugal pra ter um piloto de fórmula 1 com o sobrenome “Vagaroso”. (E a gente ainda fala mal do Barrichello). Pensei:”É, esse é um cara que merece ser lembrado”.

Vagaroso, ficou famoso em 2003, correndo pela Fórmula Indy, quando tomou um esporro público do Emerson Fittipaldi (dono da equipe em que Tiago era piloto).

Não sei o que que esse cara arrumou, mas, por uma ironia do destino,  em 2005 ele estreou na fórmula 1 correndo pela Jordan. Fazendo jus ao ditado”devagar se chega lá”, Vagaroso Monteiro foi o primeiro estreante a completar 16 corridas consecutivas da história da F1.

Mas acho que além de Vagaroso, Tiago deveria acrescentar em seu nome, a alcunha de “Sortudo”.

No treino do GP dos Estados Unidos, Ralf Shumacher (que não era nem metade do irmão) bateu fortemente no muro como resultado de uma falha no pneu traseiro esquerdo. Esses problemas técnicos com os pneus da Michelin provocaram o abandono de sete equipes da corrida, sobrando apenas as três equipes que utilizavam os pneus Bridgestone.

Foi uma corrida com seis carros. 2 Ferraris, 2 Jordans, e 2 Minardis (a pior equipe da história da F1). Como era de se esperar, as Ferraris passearam, e terminaram a prova com Schumacker em 1° e Barrichelo em 2°. As Minardis, pra variar, ficaram em último. Vagaroso monteiro disputou a prova com seu companheiro de equipe, o indiano Narain Karthikeyan. Algo me faz pensar que Karthikeyan significa, em indiano, mais lento que um piloto de kart; pois Vagaroso terminou a corrida uma volta na frente do adversário.

Com isso, Vagaroso entrou para história do esporte português, como primeiro piloto lusitano a subir em um pódio na fórmula 1.

Quando eu estava descendo do ônibus, na esquina da minha casa, vi o cobrador chamando o motorista de Tiago. Não consegui ver o rosto dele. Nem dá pra saber qual é seu sobrenome. Mas seu estilo de pilotar era inconfundível. Aposto 10 reais que o último nome do motorista é Monteiro, e o nome do meio é Vagaroso.

Sempre futebol

Texto de Ugo Giorgetti para o Estado de São Paulo esse domingo:

Um apelo às TVs: mostrem o Inter

Falei do passado na última coluna e me dei mal. Disse que não houve incidentes na partida entre Corinthians e Fluminense em 1976, e que tudo se passou em santa paz. Fui corrigido pelo meu velho amigo, e grande diretor, Julio Xavier, citado na coluna e que, na ocasião foi ao Maracanã. Ao contrário do que afirmei, o carro do Julio foi emboscado na entrada do Rio, com gente pisoteando o capô, a lataria sendo afundada, vidros quebrados e sua camisa do Corinthians arrancada violentamente. Mulheres que estavam no carro também não foram poupadas. Ele me diz, por fim, que soube de facadas e tiros. É isso que dá mexer no passado. Never more.

Por isso quero hoje me dedicar ao presente, e começo com um apelo. Senhores responsáveis pela programação das TVs, pensem um pouco nos pobres telespectadores de S.Paulo. Parem de nos mostrar jogos como os desta semana. Ainda há nesta cidade pessoas que gostam de futebol. Por favor, transmitam os jogos do Internacional de Porto Alegre. Não só em TV fechada, mas aberta, para todo o país, talvez em rede nacional como os pronunciamentos do presidente.

Não adianta mostrar estádios lotados, com multidões esperando milagres de times medíocres. O Vasco deu pena. O time é horrível e, graças a Deus, entrou com um uniforme que nada lembrava o grande Vasco de outros tempos. O Corinthians, por sua vez, entrou de branco da cabeça aos pés, coisa que me lembrou o grande Santos, naturalmente, é claro até a bola começar a rolar. De Palmeiras e Nacional de Montevidéu nem é bom falar, tamanha a mediocridade.

Por que nos são os oferecidos esses jogos? Simples: nunca olhamos as coisas que estão perto. Só vemos o que está longe e daí a razão de assistirmos embevecidosa a Barcelona e Manchester. Nada contra, são grandes times. Mas bem aqui, a uma hora e meia de voo de S.Paulo e Rio, se jogam um futebol de extraordinária qualidade do qual vemos aqui em S.Paulo apenas os gols e alguns lances nos noticiários noturnos. É pouco. Eu quero, e acho que muitos comigo, ver mais, muito mais de Taison, Andrezinho, Alecsandro, D’Alessandro e do magnífico Nilmar, de quem até Dunga foi obrigado a reconhecer o talento. Quero ver o Inter de Tite, um treinador que fala às vezes de modo misterioso, mas que transmite honestidade respeito. Aliás, sua saída do Palmeiras foi exemplar. Preferiu deixar o clube a ser desrespeitado. É assim que procede um homem. Tite agora está colhendo o que merecia.

Enquanto os outros times apostam só no físico, na “determinação” e na monotonia da bola parada, o Inter aposta na bola no chão e no talento. No talento, na jogada individual, no drible em coisas que se julgavam perdidas para sempre.

É claro que para jogar assim é preciso ter talento. Mas descobri-lo e valorizá-lo não é a maior das virtudes, o maior dos méritos?

Os meninos do Internacional não surgem do nada. São descobertos, treinados e lançados por gente que tem a cabeça no lugar e sabe o que faz. Inclusive contratar, quando necessário. Não é um time imbatível, pode nem ser campeão, mas muitas vezes o campeão não é o melhor. É só campeão. Por isso renovo o apelo: quando quiserem mostrar futebol, aquele velho futebol, arte, que ninguém sabe exatamente o que é, mas reconhece quando vê, por favor, virem seus olhos e câmeras para o Beira-Rio.

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